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29/11/2009 03:09
Música para baixar (MPB)
Dá Licença seu dotô
Publicado por Everton Rodrigues
#direitodeautor @direitodeautor Consulta publica ja
O movimento Música Para Baixar MPB reconhece e apoia os esforços para avançar criticamente no debate sobre direito autoral através de diferentes espaços construídos pelo Fórum Nacional do Direito Autoral.
Para nós do movimento MPB e para uma parcela significativa da cadeia produtiva da música é consenso que o atual sistema de arrecadação, repasse e controle do direito autoral é ineficiente e pouco transparente. Tal prática privilegia os grandes conglomerados da indústria fonográfica e os artistas que pertencem às majors. Trata-se de um formato historicamente anacrônico que cria entraves à livre circulação da cultura, não contemplando o momento contemporâneo de compartilhamento e colaboracionismo.
Nos chama a atenção quando na imprensa vemos o uso de táticas alarmistas por parte de certas organizações que emitem opiniões supostamente em nome de todos os autores, sem ao menos consultar a diversidade de opiniões da classe artística que dizem representar. A sociedade brasileira é quem mais perde com esse tipo de atitude sendo que a liberdade de informação, mais do que qualquer outra premissa, é o que está em jogo assim como a possibilidade de geração de renda para um maior número de pessoas envolvidas na cadeia produtiva da música que vão se beneficiar com as mudanças que estão sendo propostas no campo do direito autoral.
O Movimento Musica para Baixar pauta-se pelo debate, entendendo que criticidade não significa guerra. A ideia de fazer uma guerra não é nossa, sendo que acreditamos na possibilidade de transformação social através do dialogo sério, possível tanto quanto necessário num regime democrático. Assim, conversar e evoluir são ações essencialmente processuais e colaborativas e dentro desse contexto não temos medo de mudar. Tampouco temos medo democratizar cada vez mais as relações e as organizações entendendo que a discussão sobre direito autoral atualmente em curso é elemento fundamental nesse processo.
O presidente da ABRAMUS afirmou no dia 09/11 pela imprensa:
a intenção do governo é intervencionista e julga desnecessária uma revisão da legislação, considerando que a atual cobre perfeitamente o espectro das artes. A lei é novíssima, foi sancionada por Fernando Henrique Cardoso em 1998, tem pouco mais de 10 anos e contempla tudo, todos os meios digitais, diz.
Perguntamos: se a atual legislação autoral é suficiente, porque existe tanta reclamação por parte dos criadores, produtores e usuários da cultura com o sistema de arrecadação? Quais autores são beneficiados pelo atual modelo de arrecadação? Qual é a transparência existente? A quem interessa barrar mudanças, presentes em diferentes debates propostos pelo Fórum de Direito Autoral, realizado em diferentes estados do país com participação de diversos setores da sociedade, e sistematizado pelo MINC?
Em 2008, o ECAD arrecadou mais de R$ 332 milhões, sendo que repassou cerca de R$ 271 milhões, o que resultou para as entidades representantes dos autores uma sobra de mais ou menos R$ 61 milhões de reais. Para entidades sem fins lucrativos é um valor significativo frente às poucas ações desenvolvidas.
Parte desse valor é resultante de cobrança da execução de músicas nas rádios e o repasse é feito pelo sistema de amostragem, sendo que quem recebe são autores das 600 músicas mais tocadas, que contam com mega esquemas de divulgação patrocinados pelos grandes conglomerados fonográficos. Um exemplo das graves distorções: as rádios comunitárias são obrigadas a pagar ECAD mas quando pagam por tocar um artista local, este jamais recebe pois o montante arrecadado vai, dentre outros destinos, para os detentores dos direitos das 600 músicas mais tocadas. Esse modelo em curso até aqui, privilegia aqueles que fazem uso da prática ilegal do jabá que não por acaso há de ser criminalizada na revisão da Lei 9610.
A prática mais vergonhosa da indústria fonográfica é o jabá. Além de ser desleal, cria graves distorções para o pleno desenvolvimento da diversidade cultural de que nosso país é rico. Mediante o jabá quem paga pode e acontece, quem não paga está fora e definha economicamente. O atual sistema de arrecadação e repasse, somado com o monopólio da comunicação em muitos casos vigentes no Brasil, cria e torna comum essa prática. Por isso, entendemos e defendemos a criminalização do jabá. Criar o Instituto Brasileiro do Direito Autoral (IBDA), com permanente conselho gestor eleito diretamente pela sociedade ajudará no combate a essa prática à medida que criará um mecanismo regulador que equilibrará a correlação de forças nessa área de extrema relevância social.
A indústria fonográfica está em crise, sem saber o que fazer apega-se a sistemas caducos. Está em crise pois não foi capaz de acompanhar as mudanças que marcam nosso tempo, cobram preços abusivos e não são capazes de entender que cultura é tudo que nos cerca, que somos mais que simples consumidores, somos seres criativos. Queremos pensar agir e fazer as coisas de outras formas, novas formas, queremos que as pessoas sejam sujeitos ativos dentro de um novo mundo, contempladas com geração de renda através da economia criativa, da democratização e do acesso à cultura.
Manifesto Movimento Música para Baixar: http://musicaparabaixar.org.br/?p=203
Sugestão para leitura: Carta de São Paulo pelo Acesso a Bens Culturais http://stoa.usp.br/acesso
Fonte:http://musicaparabaixar.org.br/?p=450
enviada por Clave de Clóvis
17/11/2009 21:19
Músico tem que entender que é classe!!
OMB de São Paulo não pode fiscalizar músicos, bares, casas de shows
O deputado Carlos Giannazi, Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Músicos e Compositores do Estado de São Paulo, anunciou nesta semana a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proíbe a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) de fiscalizar os músicos bem como exigir a inscrição na entidade.
O Acórdão garante aos músicos do estado de São Paulo o direito de exercício da profissão, sem necessidade de prova, inscrição na OMB e sujeição ao regime disciplinar específico. O Acórdão destaca, entre outros pontos, que "a Lei nº 3.857/60 não exige o registro na OMB de todo e qualquer músico para o exercício da profissão, mas apenas dos que estão sujeitos à formação acadêmica sob controle e fiscalização do Ministério da Educação".
De agora em diante os músicos do estado de São Paulo não podem mais ser fiscalizados pela OMB e nem tampouco ter a obrigatoriedade da inscrição na mesma, disse Giannazi em seu pronunciamento na Assembléia Legislativa de São Paulo.
Giannazi fez também uma representação no Ministério Público Federal pedindo a suspensão de vários artigos da Lei 3857/60 - que criou a Ordem dos Músicos do Brasil. Depois de julgada pelo Supremo, a ação pode passar a valer em todo o território nacional, desobrigando músicos da inscrição na entidade.
O Acórdão está disponível no site do Tribunal Regional Federal (www.trf3.jus.br). Para quem quiser consultar na íntegra, o número do processo é 2005.61.15.001047-2.
http://territorio.terra.com.br/blog/vitrine/?c=20403
enviada por Clave de Clóvis
14/07/2009 02:07
Maldição
Baudelaire macalé luiz melodia
Quanta maldição
o meu coração não quer dinheiro quer poesia
Baudelaire macalé Luiz melodia
Rimbaud a missão Poeta e ladrão escravo da paixão sem guia
Edgar allan põe tua mão na pia
Lava com sabão
Tua solidão tão infinita quanto o dia
Vicentinho van gogh luiza erundina
Voltem pro sertão
pra plantar feijão
Tulipas para a burguesia
Baudelaire macalé luiz melodia
waly salomão Itamar assumpção o resto é perfumaria
Zeca Baleiro
Genial como ele só!
http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/
enviada por Clave de Clóvis
11/06/2009 02:52
QUE MEDO VOCÊ TEM DE NÓS...OLHA AÍ!!
Em solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da USP e aos estudantes nosso repúdio a essa ação de extrema violência do Governo do Estado de São Paulo.
Abaixo alguns links, textos e verdades que a grande mídia corrompida não mostra.
Deixamos aqui também o link para a "Carta aberta" do SINTUSP explicando os motivos da Greve!
Por uma Universidade Pública de qualidade, gratuita, amplamente democrática e solidária.
http://www.sintusp.org.br/cartas_pdf_2009/cartapopulacao.pdf
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448358.shtml
Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro Olha o velho, olha o moço chegando Que medo você tem de nós, olha aí
O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã
Olha aí... Olha aí... Olha aí...
(Pesadelo
Composição: Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro)
enviada por Clave de Clóvis
26/04/2009 23:30
April Fool for you
I am so homesick But it ain't that bad Cause I'm homesick for the home I've never had
Standing in the sun with a popsicle
Anything is possible
With a lot of luck and a pretty face
And some time to waste
If I want your opinion I'll ask you
enviada por Clave de Clóvis
07/03/2009 01:35
O Assassinato da ULM
Começa a circular na Internet um texto/manifesto de funcionários e ex-funcionários, músicos e militantes culturais esclarecendo o enorme retrocesso em que se encontra o Centro de Estudos Tom Jobim(ex-ULM), que passa agora a ser administrada pela iniciativa privada.
Nessa farsa chamada Parceria Público-Privada que nada mais é do que uma privatização branca e covarde que o governo do estado de São Paulo impõe sobre a população paulista.
Já feita na área da Saúde (e como anda a Saúde pública??) e agora na Educação essa transferência terrível de DINHEIRO PÚBLICO (ou seja nosso) para que a iniciativa privada "cuide" da coisa pública.
Sugiro a Leitura do texto e que se busque informações e contatos para uma maior mobilização.
Mesmo que a Classe Artística ainda não se entenda como Classe Trabalhadora que precise enfrentar a luta de classes, é urgente a concientização de tod@s.
Segue o texo.
O Assassinato da ULM
Este texto tem por finalidade informar todos os alunos e interessados sobre a história da ULM, suas propostas pedagógicas de seu período inicial e a atual conjuntura. Com isto espera-se proporcionar o esclarecimento e sentido para a ação política frente à Organização Social Santa Marcelina.
Em primeiro lugar darei um breve panorama da desde sua fundação até os dias atuais.
Como demonstra Bellodi (2008).
A Universidade Livre de Música, foi criada pelo Governo do Estado de São Paulo, na gestão do Governador Orestes Quércia e do Secretário da Cultura Fernando Gomes de Morais, através do Decreto Lei nº 30.551, de 3 outubro de 1989. O intuito de sua criação era abordar, estimular e privilegiar o ensino da música popular brasileira. Como patrono da nova instituição, foi escolhido o compositor Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, mais conhecido como Tom Jobim, que recebeu das autoridades paulistas o título de Reitor Honorífico [...]
O principal objetivo da ULM era proporcionar um tipo de ensino de música que se destacasse em relação aos oferecidos pelas escolas tradicionais, e que tivesse como meta e fio condutor das suas atividades, a preocupação em fomentar o estudo, a prática e a divulgação da música popular brasileira. Essa escolha, porém, não descartava os procedimentos e valores encontrados na música chamada erudita, incluindo e difundindo, em seu currículo voltado para a música popular brasileira, vários tipos de grupos e convenções, nas formações musicais, tradicionalmente reservadas à música erudita. Esse desejo que na nova escola predominasse a mescla de gêneros e estilos foi a razão fundamental para o convite ao compositor carioca e maestro Antonio Carlos Jobim, para que ocupasse o cargo de Reitor honorífico daquele estabelecimento de ensino.
Sobre a estrutura pedagógica do período inicial, o autor destaca:
É interessante observar que durante várias décadas, esse discurso aparecia em diferentes instituições de ensino: acreditava-se que, se a instituição estivesse submetida a normas e regulamentações governamentais única maneira de poderem oferecer diplomas em qualquer nível ela não poderia oferecer ensino competente. A competência decorreria da liberdade de montar as próprias propostas pedagógicas, de oferecer currículos flexíveis que pudessem se acomodar às necessidades do aluno e pela presença de músicos competentes, mesmo que não portadores de diploma de curso técnico ou superior. Essa era, também, a postura vigente na ULM, que se orgulhava de ser livre e oferecer ensino competente, muito embora não pudesse, justamente pela liberdade evocada, oferecer diplomas nos vários níveis de ensinamento que se propunha a trabalhar.
Quanto ao perfil dos alunos, até 2008, Bellodi afirma:
A procura intensa e crescente por uma vaga na escola, durante vários anos, fez que se atingisse a marca de milhares de inscrições, chegando-se, numa só vez, ao expressivo número de vinte mil inscritos. Essa procura intensa pelos cursos da ULM ao longo dos anos atesta o enorme interesse da população paulista por música e a grande demanda pela procura de uma instituição que venha a possibilitar um aprendizado musical de qualidade egratuito. É interessante notar que essa imensa demanda pelos cursos da ULM ocorria sempre de maneira espontânea, sem que houvesse nenhum tipo de divulgação incisiva ou propaganda maciça nos grandes meios de comunicação, o que mostra que a visibilidade dos serviços oferecidos pela escola se dá por divulgação dos próprios alunos, professores e outros envolvidos, de alguma maneira, com a escola.
Por fim:
Como escola livre de música, o Centro Tom Jobim não exige nenhum nível
específico de escolaridade dos candidatos a seus cursos, nem estipula um limite máximo de
idade para os interessados em lá estudar. Isso traz uma grande diversidade ao perfil do públicoque pleiteia uma vaga na escola. Esta característica multifacetada dos aspirantes a alunos é muito heterogênea e abrangente, formada por pessoas provenientes de diferentes camadas da população que apresentam grandes disparidades sócio-econômicas e culturais. Elas convergem de todas as partes da capital paulista e das mais variadas cidades, tanto do Estado de São Paulo, como também de outros estados do país.
BELLODI, Julio N. I. Criatividade e Educação Musical. Dissertação de Mestrado, UNESP. Disponível em 2008. pp. 26 43.
A ULM é a escola de música do Centro Tom Jobim, que comporta Grupos Jovens, Profissionais, de Música Antiga, o Festival de Campos do Jordão, etc. O Centro é administrado por uma Organização Social (OS). Até 2008, a OS era a Associação Amigos da Tom Jobim. A partir de dezembro deste ano, a Santa Marcelina foi credenciada pela Secretaria de Estado da Cultura para cumprir esta função.
A Organização Social é uma entidade privada, que não deve ter fins lucrativos, e tem a função de administrar bens públicos.
Mas por que uma entidade privada deve administrar bens públicos?
A justificativa é a seguinte: o Estado não atende mais às crescentes demandas da população, e por isso deve buscar alternativas para aumentar a eficiência da administração pública. Por isso, a Secretaria de Estado da Cultura delegou esta tarefa para a Santa Marcelina.
A Santa Marcelina é uma OS que administra desde hospitais, até os projetos Guris (formação musical). A instituição também comporta uma Faculdade, cuja administração não está vinculada à administração da ULM.
Agora vamos ver se a nova OS atende aos interesses da população e se ela respeita as tradições de nossa escola.
No edital (documento oficial do governo, que está em anexo) a Secretaria de Estado da Cultura concedeu uma verba anual de vinte milhões de reais (R$20.000.000,00) para a Santa Marcelina administrar o Centro Tom Jobim. Este mesmo documento estabelece como meta o atendimento de 1250 vagas.
Segundo o manual do aluno de 2008, da antiga OS, a média da ULM era de 2.500 alunos, desde o curso de musicalização infantil, até os cursos livres e de formação.
Cerca de 20.000 alunos por ano tentam ingressar em nossa escola. Se 2500 vagas já são poucas, o quê dizer de 1250? Isto é responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura, cujo secretário é João Sayad, e seu secretário adjunto, Ronaldo Bianchi.
Todos nós que nos sentimos lesados pela Secretaria de Estado e a OS Santa Marcelina, podemos denunciá-las ao Ministério Público. Por isso devemos comprovar a improbidade (incompetência) administrativa da nova OS.
.
Mas o quê há por trás destas ações?
O Governo do Estado de São Paulo, representado por José Serra, tem uma política na área da cultura que atende às elites de nosso país e prejudica a população como um todo.
Como isso pode ser verdade no nosso caso particular?
As Orquestras do Estado são a maior propaganda do Governo do Estado na área da Cultura. A OSESP, uma orquestra de padrão internacional, recebe a maior verba desta Secretaria. O antigo maestro, John Neschling, foi o funcionário público mais bem pago do mundo durante muitos anos.
Mas a Secretaria de Estado da Cultura somente investiria uma quantidade tão vultosa em negócios que tragam retorno financeiro. Para piorar, todo este investimento, ao invés de facilitar o acesso da população aos concertos, cobra preços muitos altos pelas apresentações de suas Orquestras.
É aí que entra nossa escola. Ela servirá como centro para formação de músicos de orquestras que dêem vantagens aos grupos que governam nosso Estado de São Paulo.
Seria isto alguma paranóia, alguma teoria da conspiração?
De forma alguma. Mesmo porque a Santa Marcelina administra todos os Projetos Guris da capital e do interior, e em todos estes pólos, os cursos de música popular acabaram.
De que forma isto será realizado em nossa escola?
Através do novo currículo, serão privilegiadas as idades de crianças e jovens que possam vir a serem músicos das orquestras vinculadas ao Estado. Somente este tipo de concertista necessita iniciar os estudos musicais em idade tão jovem.
A Santa Marcelina esconde do público a verdade sobre as idades ideais dos ciclos. Todas as matérias do novo currículo visam uma profissionalização para os músicos dos grupos e orquestras do Estado.
No passado, os cursos de formação da ULM eram responsáveis pela profissionalização dos mais variados músicos - tanto na área de música clássica, quanto na área de música popular.
Infelizmente, os cursos da antiga ULM não atendem aos interesses econômicos da atual Secretaria de Estado da Cultura, pois não dão retorno direto para seus investimentos (que em grande parte respondem aos interesses das empresas privadas). Por isso houve toda esta mudança.
Mas por que é necessário haver um retorno direto dos investimentos públicos quando falamos de educação?
Claro que esta lógica é prejudicial para a educação. Estes lucros, no fundo, só beneficiam a um grupo muito pequeno de pessoas. Por outro lado, a educação é essencial para a formação da cidadania em um país democrático. Um país como o Brasil se caracteriza pela diversidade, e a ULM tinha como proposta atender à sociedade. Os diversos grupos de samba, de choro, de baião, jazz, MPB, rock, etc., ou mesmo as orquestras que não pertencem ao Estado de São Paulo e ao PSDB, tudo isto constitui a cultura de nossa sociedade. A diversidade está também nas comunidades, palcos, teatros, escolas, mídias, etc.
Mas como nada disso pode pertencer diretamente à Secretaria da Cultura, então nada disso tem valor para seus dirigentes: desde os secretários mencionados até os Srs.
Gerência Executiva
Prof. Paulo Zuben
Gestor Pedagógico
Prof. Dr. Silvio Ferraz
Coordenação Pedagógica
Profª. Drª. Graziela Bortz
Maestro Emiliano Patarra
Alem, é claro, das irmãs marcelinas e alguns de nossos professores que não tiveram ética.
Documentos e referências:
BELLODI, Julio N. I. Criatividade e Educação Musical. Dissertação de Mestrado, UNESP. Disponível em 2008. pp. 26 43.
Diário Oficial do Estado de São Paulo de 10/12/08 (em anexo)
Manual do aluno da ULM de 2008: http://www.scribd.com/doc/12961025/Manual-do-Aluno-ULM2008
Manual do aluno da EMESP de 2009 (em anexo)
Sites: http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=2380
http://www.overmundo.com.br/overblog/lei-de-incentivo-a-cultura-para-deus
http://www.santamarcelinacultura.org.br/emesp/
enviada por Clave de Clóvis
29/11/2008 01:21
A coragem de Tom Zé.
Tom Zé fica cada vez maior e mais digno.
Deixo o link do blog dele pra que todos possam entender melhor.
http://tomze.blog.uol.com.br/arch2008-11-16_2008-11-22.html#2008_11-21_04_51_31-5196235-0
Abs
afaR
enviada por Clave de Clóvis
19/09/2008 23:53
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
Não existe paz sem justiça social!
afaR
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enviada por Clave de Clóvis
26/08/2008 10:27
Esse tal de esporte.
Voltamos ao blog, blig, blarg...
Depois que a Globo resolveu transmitir a mesma olimpíada que todas as outras Tvs o Brasil só tomou fumo.
Na verdade estou sendo cruel, mas o ufanismo Globo/Band eleva meu cinismo...até aí sem problemas né? Um cinismo do BEM contra o cinismo do MAL.
Fora essa campanha bizarra Rio 2016...vá tomar no cu.
Esse tipo de conceito falido que um evento desses vai gerar investimento na cidade e no esporte é ridículo.
Investimento se faz para assegurar os direitos básicos da população.
E nem estou falando do sou da Paz classe méRdia...porque paz só existe com justiça social.
Investir no Esporte é mesmo preciso. Mas é preciso investir na criança. Na educação básica. Nossos esportistas devem ter uma ampla formação escolar, com alimentação garantida, boas quadras, professores qualificados e com salários/direitos assegurados.
Nossos profissionais do Esporte para as Olimpíadas de 2016, 2020 ainda não têm condições de competir de igual para igual com ninguém. Nossos esportistas ainda crianças estão em escola públicas sucateadas e destruídas, em ginásio em ruínas...estão em centros de natação onde tudo falta.
Quero ver o Galvão Bueno vir a público e dizer isso. As olimpíadas de 2016, assim como a copa de 2014 e o Pan 2007 têm a função de injetar dinheiro onde não deve, fazer uma reforma medíocre em setores que normalmente já têm investimentos e servir de exploração imobiliária para grandes construtoras (que vão receber uma grana violenta pra construir o que falta ou seja, TUDO) e campanha política para algum desclassificado.
Enquanto isso a população fica de fora de todas as decisões sem opinar em nada (afinal já votou né? Agora que se foda...) servindo de platéia, com aquela atitude de contemplação eterna, sem jamais ser SUJEITO da ação.
Mas isso acho difícil alguém de nome do Esporte ou da mídia vir a público dizer.
Talvez um Juca Kfouri...ou um Kajuru alucinado. Mas esses os colegas de profissão logo apagam.
E ainda dizem que o povo não tem cultura.
Opa...eu disse cultura? Mas estávamos falando de esporta...estranho como em alguns aspectos as duas coisas se parecem...
Mas deixa a cultura pra lá. A gente vive reclamando da vida. Ontem ainda vi o babaca do Boris Casoy dizer que brasileiro chora de mais no podium...muito mais que os outros, disse o grande analista social.
Vai entender porque né Boris...vai ver que é indigestão e barriga cheia.
Afinal minha mãe sempre me dizia pra não fazer esforço depois de comer.
afaR
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enviada por Clave de Clóvis
19/06/2008 01:26
Evolução e Involução
Historicamente dia 12 de junho é a data em que começa a Festa Junina (ou FestaS JuninaS).
Essa festa típica que chegou no Brasil trazida pelos Portugueses (com influências francesas, espanholas e chinesas) durante o período colonial, já existia antes da Igreja Católica incorporá-la em seu calendário oficial.
Ela surgiu em conseqüência do solstício de verão na Europa, norte da África e Oriente Médio, período em que os povos celtas, bretões, sardenhos, bascos, persas, egípcios, sírios e sumérios realizavam rituais de fertilidade para favorecer o crescimento da vegetação e a fartura das colheitas.
Chegando ao Brasil recebeu influências de outras culturas como africana e indígena e veio se modificando ao longo dos anos.
Aqui em São Paulo (não sei de fato como são em outros lugares) ela é comemorada em quermesses e tem na imagem do caipira sua principal personagem.
Porém, nos últimos anos as quermesses têm tomado um rumo no mínimo curioso.
Lembro-me bem há uns 15 anos atrás as modas de viola serem trocadas por duplas sertanejas modernas, ou melhor dizendo, essa geração de Roberto Carlos "B" com duas vozes. Uma berrando e a outra desafinando bem baixinho por trás, terninho Miami Vice brancos e cabelos cuidadosamente arrepiados. Musicalidade bem irregular.
Depois fui surpreendido com uma enxurrada de grupos de pagode deslizando para os palcos das Festas de Santo Antônio. Nada contra o Samba, ou o aspecto cultural de onde surgiu o nome pagode e menos ainda contra o pagode de viola. Mas em relação a esse esvaziamento do Samba e de toda sua cultura e história, a mania de enfiar goela abaixo a moda pagode feito pra branco de classe média alta gostar e se sentir do povo eu não tenho que aceitar. Nem ouvir alguém imitando algum inho do pagode enquanto tento furar meus olhos com espetinhos de frango e altas doses de vinho quente.
Então há uns cinco anos fui retirado pelo pescoço do palco de uma quermesse quando acompanhava um violeiro dos bão e substituído por um grupo de Forró Universitário ou universOtário...não lembro bem. A pergunta é: Que porra é essa?
Algum grupo de professores da FAU e de Economia da PUC cantando o velho Gonzagão?
Ano passado o Funk Pancadão me impediu de ficar por mais de 40 segundos em algumas festas de São João e Santo Antônio. Em uma delas cheguei a ficar 35 segundos e arranquei todas as unhas dos pés pra poder me distrair.
Esse ano a coisa não tende a mudar. Por enquanto a mídia ta curtindo o Funk Pancadão, assim como também está adorando essa legião de roqueirinhos de mamãe e o (Jesus acende a luz) folk brasileiro ! Mesmo que Sá & Guarabira & cia já tenham feito isso há 30, 40 anos atrás...com muito mais propriedade e brasilidade.
Não sou adorador de raiz, mas destruir a história e roubar a cultura de um povo é o caminho mais rápido para aprisiona-lo. Junto com a memória, o passado e a formação de uma sociedade estão suas lutas contra a opressão, suas expressões legítimas e sua arte.
Esmagar a cultura das festas juninas é esmagar boa parte da formação do nosso país e ignorar a importância que nosso passado tem sobre nosso presente e este sobre o nosso futuro.
Repito que mesmo não sendo adepto ao tradicionalismo das coisas é preciso ser muito burro para descartar de forma tão barata nossa história. Ou é preciso ser esperto demais se é que vocês me entendem.
Isso que nos é vendido muitas vezes como modernidade, ou evolução das tradições é na verdade uma involução pra além do medíocre.
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina.
Qualquer membro da Clave pode escrever nesse espaço e deixar suas impressões pessoais sobre qualquer coisa.
afaR
enviada por Clave de Clóvis
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